InícioSindicaisSão Carlos – Guardas civis usam caixão em protesto por plano de carreira e adequação salarial

São Carlos – Guardas civis usam caixão em protesto por plano de carreira e adequação salarial

Agentes permaneceram em frente à prefeitura e depois foram até a entrada da Câmara.

Guardas Civis Municipais (GCMs) de São Carlos (SP) protestaram nesta terça-feira (14) em frente à prefeitura e à Câmara Municipal pelo plano de carreira da categoria.

Eles carregaram um caixão com um cartaz afirmando que a prefeitura “está enterrando a Guarda Civil Municipal”. Eles também usavam roupas pretas em sinal de luto.

A nova manifestação aconteceu três semanas depois de um ato realizado pela categoria em frente ao paço municipal. Na ocasião, cerca de 40 guardas protestaram contra a proposta de acordo de escalas e pagamento de feriados e pontos facultativos.

Procurado, o Secretário de Segurança Pública, Samir Gandini, explicou que, enquanto o acordo individual não for assinado, não há possibilidade de mudanças na escala dos guardas.

Nesta terça, a pauta dos manifestantes continuou sendo a elaboração de um plano de carreira para a categoria, além da exigência do cumprimento de adequações à lei dos guardas municipais, em especial o piso salarial referenciado ao nível médico de escolaridade.

Com o início da sessão ordinária dos vereadores, um representante dos guardas municipais fez o uso da tribuna livre e explicou as exigências dos manifestantes.

Os parlamentares se comprometeram a intermediar uma reunião entre a categoria e a administração pública para encontrar um acordo para o plano de carreira.

O que diz a prefeitura

Por meio da assessoria de imprensa da prefeitura, o Secretário de Segurança Pública, Samir Gandini, explicou que enquanto os acordos não forem assinados, não há possibilidade de alteração na escala de trabalho dos guardas.

“O acordo coletivo findou no final de abril, de lá pra cá, nós tivemos várias reuniões com o sindicato, prefeitura e as propostas e contra propostas não foram aprovadas em assembleia. Parte-se então para uma questão sem acordo coletivo e sem acordo individual, não há como se fazer escala de 12 horas, isso está previsto na legislação, na CLT. Para que se tenha a escala de 12 horas tem ter, pelo menos, o acordo individual. E esse acordo foi formatado e eles, individualmente, tem que vir aqui ler e assinar”, disse.

Fonte: g1

  • 15 de setembro de 2021